Até breve Istambul…

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Istambul não tem segredos, nada à esconder, e nem tem a intenção. O bonito e o feio, o bom e o ruim, o rico e o pobre, luxo e simplicidade… pude ver tudo, e ainda assim não consegui evitar me apaixonar por esse lugar tão mágico e autêntico.

Observando Istambul acordar da Torre Galata foi único, sem preço. Foi como ver um leão acordando aos poucos, se espreguiçando, e de repente o rugido, como se dissesse “bom dia, estou viva”. E como essa cidade é viva! As buzinas dos navios no Bosphorus, o som das Mesquitas chamando para mais uma reza, carros parados no engarrafamento, os mercados e seus vendedores, e seus 14 milhões de habitantes sorridentes, simpáticos, mal humorados, abusados, acolhedores, persistentes, muitas vezes convincentes, barulhentos, falantes e empolgados.

Não há forma melhor de descobrir e entender Istambul do que à pé. Andar por suas ruas sentindo o cheiro das especiarias no ar, subindo e descendo as ladeiras, negociando com os vendedores do Grand Bazaar e Spice Bazaar, atravessando a Ponte Galata, se perdendo pelos becos do bairro Beyoglu, sentindo todo o burburinho da avenida Istiklal, vendo os antigos bondinhos da Praça Taksim passando, explorando as ruas de Sultanahmet e terminando o dia decidindo onde comer e beber entre as infinitas opções de restaurantes e bares.

Em quase toda esquina, um gato ou um cachorro de rua. Na Ponte Galata, pescadores. No hotel, não há gerente, mas um novo amigo. Nos restaurantes, nada de cara feia ou serviço ruim, mas sim sorrisos e prazer em servir. Idioma louco – e eu achando que Alemão é ruim! Chá preto, ou qualquer outro chá, quantas vezes ao dia quiser, é um vício! Os famosos docinhos Turcos, quão doce você quer? Kebap? Em todo lugar. Engarrafamento? Também.

Istambul, onde a Ásia e a Europa encontram-se no mesmo lugar, unindo povos de todo o Mundo, todos em busca de descobrir esse único e autêntico lugar. Morar lá? Provavelmente não… visitar, sim, quantas vezes e o máximo de tempo possível. Se eu recomendo? Sem dúvidas, é um “must” em qualquer lista de desejos. A comida? Diferente e exótica. Uma vista? Da Torre Galata. Uma área para ficar? Cihangir. Como dizer obrigado? Teşekkür. Pois é, “boa sorte com isso”, me disseram.

Impressionante, empolgante, surpreendentemente original, autêntica, verdadeira, única, barulhenta, simples e ao mesmo tempo complexa. O que há com você Istambul? O que você tem que me faz querer ficar mais tempo, voltar mais uma vez e conhecê-la melhor, sentir saudades? Ahhh Istambul… até breve!

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Que saber mais sobre minha viagem à Istambul? Fique de olho nos próximos posts…